Senado aprova Medida Provisória do Setor Elétrico; Rondônia e Acre serão os mais beneficiados
O relator da matéria, senador e vice-líder do Governo, Marcos Rogério, comemorou a aprovação do texto. “Essa medida provisória nasceu de um projeto que trabalhei aqui no Senado, o PLS 232/2016, que prevê a modernização de todo o setor elétrico. Foi dele que o Governo retirou boa parte das inovações previstas nessa MP, que tem foco no consumidor. Por isso, fico muito feliz em ver a matéria virando Lei e passando a ter efeitos definitivos”, ressaltou Marcos Rogério.
O projeto aprovado prevê uma série de mudanças no setor elétrico que irão permitir a redução na tarifa de energia dos consumidores brasileiros. Porém, o maior impacto será para os moradores do Norte do país, em especial para Rondônia e Acre, já que o texto corrige uma série de distorções na cobrança de energia desses estados.
“Aprovar essa medida significa garantir para os consumidores brasileiros, especialmente os de Rondônia, uma conta de luz mais baixa, mais próxima da realidade de quem vive na nossa região. Além de corrigir uma injustiça, porque um estado como Rondônia, que produz energia para abastecer boa parte do país, não pode ser punido com uma tarifa abusiva, como acontecia”, destacou o relator.
Marcos Rogério lembrou que vários pontos da MP já foram aplicados em Rondônia, permitindo a redução na conta dos consumidores de em média 11%, em dezembro do ano passado. “Caso a MP perdesse a validade, essa conquista seria perdida. Vamos continuar trabalhando para garantir uma conta de luz energia ainda mais barata e de mais qualidade para os rondonienses”, afirmou o senador.
Confira as principais mudanças previstas no Projeto que vão permitir a redução da conta de luz em Rondônia:
Atualmente, todo o recurso da CDE, que custa mais de R$ 20 bilhões por ano, vem de encargos pagos nas tarifas de energia. Já com o Projeto, o fundo será bancado por meio de recursos pagos pelas distribuidoras, transmissoras e geradoras para programas de Pesquisa e Desenvolvimento Eficiência Energética que não estejam comprometidos com projetos contratados ou iniciados. Atualmente, há R$ 3,4 bilhões não utilizados que poderão ser direcionados para a CDE, a fim de diminuir potenciais aumentos tarifários por causa dos efeitos da pandemia.
Via assessoria

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