A EXONERAÇÃO: Governador operou a visão para desarticular grupo interino
A visita de óculos preto na ALERO/RO, deixou o trio de deputados com orelha em pé. Rocha, não pousou muito para fotos e fez apenas um discurso.
O embate político sem precedentes vem sendo noticiado desde novembro do ano passado e repercutido entre articuladores políticos e a imprensa envolvendo o governador coronel Marcos Rocha e o chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves – A EXONERAÇÃO.
Todos sabem que a autonomia de nomear ou exonerar auxiliares pertence exclusivamente ao chefe do Executivo, no caso, do governador coronel Marcos Rocha. O chefe da Casa Civil, teria realizado articulações e a influencia para tentar se manter no cargo.
Corredores do palácio Rio Madeira ouviram que o chefe da pasta se articulou com três deputados estaduais, dois deles ex-presidentes da ALERO/RO e outro que já gerenciou o DER.
O governador recebeu informações importantes e, resolveu operar a visão para desmantelar um grupo interino. A visita de óculos preto na ALERO/RO, deixou o trio de deputados com orelha em pé. Rocha, não pousou muito para fotos e fez apenas um discurso.
Parlamentares que tomaram partido e preferiram seguir o chefe da Casa Civil são declaradamente adversários ao governador. Ao contrário de articulistas, deputados possuem influencia e poder de interferência. O plenário e sua maioria são soberanos.
O envolvimento de três deputados nessa disputa interna para manter um secretário é um fato inédito e tem gerado crescente insatisfação no governador. A pressão exercida pode acabar resultando no efeito contrário ao esperado.
Recentemente, a interferência parlamentar ficou ainda mais evidente com emendas que alteram o Orçamento do Detran, onde um irmão do governador ocupa um cargo de destaque. Esse movimento pode exigir uma resposta firme por parte do Executivo. A estratégia de desgastar o oponente até um ponto insustentável, como ensinado no clássico “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu, pode ter consequências imprevisíveis.
No xadrez, muitas vezes, é preciso sacrificar uma peça valiosa para vencer a partida. Se necessário, o governador pode abrir mão do trio de deputados. E, assim como um peão que chega ao fim do tabuleiro pode ser promovido, ele pode reestruturar a Casa Civil, substituindo peças-chave para retomar o controle da situação, causando um efeito cascata, que poderá derrubar outros secretários, tornando a recomposição política uma alternativa mais viável.
Fato predominante que ninguém gosta de falar o fiasco das eleições do União Brasil para vereadores em Rondônia. Situação insustentável abriu um precedente, e se o governador estiver pensando em senado federal, tem que pôr em logica criada: quem tem autoridade, comanda; quem não tem, segue ordens.
Fala do governador na ALE repercutiu: interesses privados e mesquinhos não podem existir. E, assim, 21 deputados estaduais e a população aguarda o diário oficial para a verdade vir à tona.
Fonte: Coluna do Candirú

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