Preço da soja cai em Chicago com retorno das chuvas no Brasil e Argentina


Projeções para a safra brasileira seguem otimistas e ajudam a pressionar o grão na bolsa

O registro de chuvas em áreas produtoras de soja da Argentina e do Brasil impactou as negociações do grão na bolsa de Chicago. Nesta sexta-feira (7/2), os contratos com entrega para março fecharam em queda de 1,04%, para US$ 10,4950 o bushel.

“Esse movimento da soja tem relação com as chuvas que chegaram na Argentina, cenário que traz um alívio principalmente para as áreas mais tardias. Esse clima fez o farelo cair quase 2% em Chicago e ajuda a puxar para baixo a soja”, afirma Ale Delara, sócio da Pine Agronegócios, acrescentando que as precipitações atingiram ainda áreas do Rio Grande do Sul, onde o tempo seco é uma preocupação para a safra.

Ainda segundo ele, o mercado ficou atento aos anúncios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O rebublicano anunciou que irá implementar tarifas recíprocas para os parceiros comerciais americanos. Esse anúncio deu impulso para a valorização do dólar no exterior, que geralmente tem efeito negativo sobre o preço das commodities, lembra Delara.

As previsões de uma colheita recorde de soja no Brasil completam o quadro de fatores negativos para o grão na bolsa. Hoje a consultoria Safras & Mercado elevou para 174,8 milhões sua estimativa para a produção nacional em 2024/25. Se confirmado, o volume representa alta de 14,8% em relação à safra da temporada anterior.

Milho

O milho se desvalorizou em Chicago, e, assim como a soja, seguiu pautado pelo retorno das chuvas em áreas da Argentina. Os lotes para março caíram 1,56%, cotados a US$ 4,8750 o bushel.

Trigo

Pressionado por um movimento de realização de lucros, o preço do trigo caiu na bolsa de Chicago. Os contratos para março fecharam em queda de 0,85%, negociados a US$ 5,8275 o bushel.

Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)

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